Desenvolvedores de apps antiacne são processados por propaganda enganosa
Hoje em dia lançam aplicativos para todo tipo de coisa. Alguns são bem úteis, outros um tanto bizaros, e há ainda aqueles que geram polêmica e acabam virando caso de justiça. É o caso dos aplicativos AcneApp e Acne Pwner, programas pagos que prometiam algo muito tentador aos adolescentes: acabar com os problemas de acne e espinhas!

Utilizando a irresistível propaganda “acabe com sua acne com esta simples, mas poderosa ferramenta! A exposição à luz tem sido usada como tratamento para acne. Recentemente, luzes visíveis têm sido empregadas com sucesso para tratar acnes leves e moderadas”, os desenvolvedores dos aplicativos enganaram quase 15 mil pessoas!
Depois que os desenvolvedores passaram a perna em tanta gente, a Comissão Federal de Comércio processou os criadores dos aplicativos móveis para iOS por propaganda enganosa. O motivo: prometer acabar com acne e espinhas. É a primeira ação contra serviços de saúde enganosos feita contra um aplicativo móvel.
O motivo é mais do que óbvio: os programas em questão diziam que a partir da emissão de uma luz especial – que era magicamente emitida pelo aplicativo pela tela do smartphone – os usuários poderiam literalmente eliminar a acne de seus rostos. Simples assim: bastava iluminar a área afetada com a tal luzinha mágica e pronto!
De acordo com o relatório da Comissão Federal de Comércio, “os consumidores eram aconselhados a segurar a tela em frente á área com espinhas para tratá-las em poucos minutos diariamente, lógico, depois da ativação paga do aplicativo”. Jon Leibowitz, presidente da Comissão Federal de Comércio, ainda completa: “smartphones facilitam nossas vidas em vários sentidos, mas infelizmente no caso de acnes ainda não existe aplicativo para isso”.
O órgão revelou que um dos desenvolvedores do AcneApp é um dermatologista chamado Greg Pearson, que teria maldosamente usado como respaldo para sua criação um estudo sobre a eficácia de terapia antiacne com o uso de luzes em frequências variadas (que obviamente são luzes especiais, não irradiadas pela tela de um smartphone, como as mostradas na imagem que ilustra este post).
Mais de 11 mil pessoas baixaram o AcneApp, que custava 1,99 dólares, e 3 mil usuários baixaram o Acne Pwner, que custava 0,99 cents. Os desenvolvedores foram processados em $14.294 e $1.700 respectivamente.
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Publicado por Rodrigo Pscheidt











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